Archive for Abril, 2007

Conceito e Evolução de EaD

Sábado, Abril 28th, 2007

Educação a distância não é um fast-food em que o aluno se serve de algo pronto.

(Moran, 1999)

Os primeiros conceitos de educação a distância, também conhecida por ensino a distância, não caracterizavam correctamente o conceito. Os educadores utilizavam métodos, não os tradicionais, de presença física oferecidos por instituições.
Nunes (1997) apresenta uma definição para EaD. Baseado nas definições de Keegan aponta 5 elementos:

  • ­Separação física entre professor e aluno;
  • ­ Influência da organização educacional;
  • Previsão de uma comunicação bidireccional;
  • Possibilidade de encontros ocasionais;
  • Participação de uma forma industrializada da educação.

Nunes afirma “EaD pode fornecer todas as oportunidades educacionais que são necessárias para qualquer pessoa, em qualquer lugar, em qualquer tempo.”
Segundo Moore e Kearsley (1996), a definição mais citada de educação a distância é a criada por Desmond Keegan em 1980 que, baseando-se na definição do próprio Moore de 1972, afirma: “O ensino a distância é o tipo de método de instrução em que as práticas docentes acontecem à parte das discentes, de tal maneira que a comunicação entre professor e aluno se possa realizar mediante textos impressos, por meios electrónicos, mecânicos ou por outras técnicas.”
Com o desenvolvimento da Tecnologia Informática, Johnston (1997) acrescenta que o “local” de estudo poderá ser “real” ou “virtual” e define educação à distância como o “juntar de professores, alunos, informação, recursos e sistemas de apoio à aprendizagem num local (real ou virtual) para além dos limites da instituição mãe”.

A evolução da Educação a Distância mencionada por Moore e Kearsley (1996), identifica a existência de 3 gerações:

Geração Início Características
1ª. Até 1970 Estudo por correspondência, no qual o principal meio de comunicação eram materiais impressos, geralmente um guia de estudo, com tarefas ou outros exercícios enviados pelo correio.
2ª. 1970 Surgem as primeiras Universidades Abertas, com design e implementação sistematizadas de cursos a distância, utilizando, além do material impresso, transmissões por televisão aberta, rádio e cassetes de áudio e vídeo, com interacção por telefone, satélite e TV por cabo.
3ª. 1990 Esta geração é baseada em redes de conferência por computador e estações de trabalho multimedia.

Segundo Porter (1997), a tendência, salvo a criação de algum obstáculo, é que a Internet transforme o mundo numa aldeia global, onde todos poderão partilhar informação com todos.

Porquê e para quê um Portefólio Digital?

Sábado, Abril 7th, 2007

Comecemos por uma das mais recentes ferramentas utilizadas nas escolas – Weblog, ou simplesmente Blog. Como queiram!
O que é um Weblog?
É uma página na Web que é, ou deveria ser, periodicamente actualizada pelo (s) seu (s) construtor (es) – “adiministrador (es)”.
Os blogs têm sido de grande utilidade no ensino. Cada vez mais, os professores utilizam esta ferramenta, ou como “recurso pedagógico” ou como “estratégia pedagógica”. Como referiu Mª João Gomes no VII Simpósio Internacional de Informática Educativa (2005:312):

Embora a distinção entre os blogs enquanto “recurso pedagógico” e os blogs enquanto “estratégia pedagógica” nem sempre seja clara e, frequentemente, seja de natureza algo arbitrária, vamos adoptá-la para efeitos de sistematização da nossa exposição. Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:

  • Um espaço de acesso a informação especializada.
  • Um espaço de disponibilização de informação por parte do professor

Enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de:

  • Um portfólio digital.
  • Um espaço de intercâmbio e colaboração.
  • Um espaço de debate – role playing.
  • Um espaço de integração.

O que é um portefólio?
Na área da Educação tem-se utilizado o portefólio na aprendizagem dos alunos. Um portefólio é uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por um aluno ao longo de um dado período de tempo, e que procura evidenciar as diversas componentes do seu percurso escolar. Propõe diversas oportunidades para os alunos mostrarem as suas reais capacidades e tem por base a responsabilização dos alunos pelo seu próprio trabalho e a sua crescente autonomia.
Então comungando estas duas últimas “ferramentas” (Weblog e Portefólio) poderemos obter o chamado portefólio digital.

Uma das utilizações mais frequentes dos blogs no domínio educativo, particularmente ao nível do ensino superior é a sua exploração como forma de construção de um portfólio digital.(Gomes, 2005:313)

Um portefólio digital apresenta inúmeras vantagens sobre o portefólio impresso ao qual podemos referir-nos como “portefólio offline” (vi isto escrito em algum sítio), entre as quais:

  • Portefólio offline ocupa um espaço físico maior do que qualquer portefólio digital;
  • Portefólio offline transporta folhas impressas enquanto que com o portefólio digital podemos tirar partido dos recursos multimédia;
  • Portefólio offline não tem a possibilidade de comentários de colegas e professores.