Reflexão…
Como todos sabemos estamos a viver um período de grandes transformações e isto exige de nós novas posturas e em particular na área da educação.
Garrison, autor deste artigo, aborda algumas destas transformações, realçando a fundamentação teórica do EaD.
Nesta área têm sido apresentados vários desafios no sentido da construção de novos ambientes de ensino-aprendizagem que podem incluir novos recursos de aprendizagem: hardware, software e também outros objectos de aprendizagem produzidos pelas interacções dos membros das comunidades de aprendizagem. O EaD tem vindo a desenvolver-se com a intenção de se ajustar às novas necessidades da era do conhecimento.
Como nos refere o Garrison, existem 4 gerações de EaD, cada qual com suas características. Mas novos conhecimentos parecem deixar pouco espaço para que possamos pensar em procurar inspiração e fundamentação teórica nas teorias passadas. No entanto, conhecer teorias passadas parece ser essencial pois são elas que vão reforçar as nossas crenças e validar as estratégias que adoptamos para construir ambientes para os alunos serem bem sucedidos no processo de ensino-aprendizagem.
Nesta última década em função, principalmente, do surgimento das novas tecnologias de comunicação mediada por computador em rede – mais precisamente, com a popularização da Internet a mudança no ensino-aprendizagem tem sido muito rápida.
Com estas novas tecnologias surgem: novos métodos educacionais, novas concepções de material didáctico, novas relações humanas e novas relações com o conhecimento.
Apesar de todos estes novos recursos é também necessário que os professores estejam preparados para actuar no novo cenário. E isto sim, o primeiro problema sobre o qual temos de nos debruçar antes de actuar. Como vão os alunos perceber o método de ensino que está a ser aplicado se os próprios professores não o entenderem?
E… conhecer uma 5ª geração não vai necessariamente ajudar quem ainda está assentado a 1ª geração.
Junho 15th, 2007 at 9:42 am
Alguns de vós disseram-me que o texto proposto era longo e difícil de ler. Todo o textos é importante mas eu chamaria particular atenção para o título. O título é representativo de uma mesagem importante em termos de EAD: a mudança de um paradigma centrado nas estruturas (e nas tecnologias) para um paradigma centrado na transacção (educacional). Tentei chamar-vos a atenção para o facto das gerações de EAD não serem meramente gerações de inovação tecnológica mas sim de mudança de paradigma comunicacional no âmbito da educação a distância.
Junho 15th, 2007 at 9:47 am
Ainda na sequência da questão das “gerações de EAD”… ouvi há dias, o Eng Arnaldo Santos da PT-Inovação referir que a 5ª geração de EaD, normalmente designada por m-learning ou “mobile learning”, não deve ser encarada como “mobile” por causa das tecnologias em uso (portáteis wireless, telemóveis, etc…) mas sim porque se orienta já para um público de pessoas que, elas sim, se caracterizam por andar frequentemente em viagem. Vou ficar a reflectir nesta questão…
Junho 15th, 2007 at 9:49 am
Bastante interessante o artigo!!
Dá-nos a percepção do caminho que a EaD já percorreu ao longo das últimas décadas e abre um pouco a porta para o que se segue.