Opiniões de EaD
Julho 23rd, 2007 by Raquel Marques
As tecnologias da informação têm possibilidades de mudar o ensino nas escolas e a forma de aprender dos alunos. O aumento de recursos existentes na Internet dá ao estudante possibilidade de aprender antes de chegar à aula. Tradicionalmente o professor é quem possui a autoridade da informação. Com a nova geração que já está mais informatizada esta autoridade passa a ser desafiada.
Se formos ainda mais longe e pensarmos em Ensino a Distância muitos outros mitos da educação serão desafiados um deles será o da avaliação, o professor ao avaliar deverá repensar o uso autoritário da avaliação e redimensionar o uso da avaliação (tanto do ponto de vista da forma quanto do conteúdo).
Actualmente o que acontece nas nossas escolas é injectarem os alunos de trabalhos de casa que mais tarde, na avaliação final, nada contam. Pois no método presencial a avaliação tende a ser padronizada (só teste). Na avaliação on-line as técnicas têm de ser repensadas.
Penso que um dos grandes problemas na avaliação on-line será o da autenticação, mas também reconheço que poderá ser superado através da utilização de chat’s, vídeos, etc.
Actualmente, o número de instituições que desenvolvem trabalhos na área de educação a distância é grande. Algumas delas já desenvolveram sistemas de avaliação disponíveis na web. Por exemplo:
Actualmente, com o aumento do uso da Internet e das tecnologias como um meio de comunicação tem-se assistido à disponibilização de cada vez maiores quantidades de informação.
A necessidade de fazer chegar informação a um público cada vez mais vasto estimula o aparecimento de serviços com capacidades de recolha, armazenamento e divulgação de informação. Estes serviços implicam normalmente a manipulação de grandes quantidades de informação. Daí a necessidade do aparecimento de um novo serviço online: os repositórios. Os repositórios são os verdadeiros bancos de informação com o espírito de partilha do conhecimento e da informação amplamente desenvolvido. São sistemas onde conteúdos e bens digitais podem ser pesquisados e consultados para uso futuro. O principal objectivo deste recurso será então dar livre acesso aos conteúdos.
E porquê utilizar um repositório? Porque…
Portanto… temos de experimentar!!!
Como todos sabemos estamos a viver um período de grandes transformações e isto exige de nós novas posturas e em particular na área da educação.
Garrison, autor deste artigo, aborda algumas destas transformações, realçando a fundamentação teórica do EaD.
Nesta área têm sido apresentados vários desafios no sentido da construção de novos ambientes de ensino-aprendizagem que podem incluir novos recursos de aprendizagem: hardware, software e também outros objectos de aprendizagem produzidos pelas interacções dos membros das comunidades de aprendizagem. O EaD tem vindo a desenvolver-se com a intenção de se ajustar às novas necessidades da era do conhecimento.
Como nos refere o Garrison, existem 4 gerações de EaD, cada qual com suas características. Mas novos conhecimentos parecem deixar pouco espaço para que possamos pensar em procurar inspiração e fundamentação teórica nas teorias passadas. No entanto, conhecer teorias passadas parece ser essencial pois são elas que vão reforçar as nossas crenças e validar as estratégias que adoptamos para construir ambientes para os alunos serem bem sucedidos no processo de ensino-aprendizagem.
Nesta última década em função, principalmente, do surgimento das novas tecnologias de comunicação mediada por computador em rede – mais precisamente, com a popularização da Internet a mudança no ensino-aprendizagem tem sido muito rápida.
Com estas novas tecnologias surgem: novos métodos educacionais, novas concepções de material didáctico, novas relações humanas e novas relações com o conhecimento.
Apesar de todos estes novos recursos é também necessário que os professores estejam preparados para actuar no novo cenário. E isto sim, o primeiro problema sobre o qual temos de nos debruçar antes de actuar. Como vão os alunos perceber o método de ensino que está a ser aplicado se os próprios professores não o entenderem?
E… conhecer uma 5ª geração não vai necessariamente ajudar quem ainda está assentado a 1ª geração.
Pretendo fazer um pequeno resumo, focando os aspectos mais relevantes, mencionados na comunicação de Rosa Meire Oliveira realizada no Challenges 2007 acerca do uso do blogue como potencializador do processo de avaliação.
Rosa Meire Oliveira começou por referir que os blogues têm vindo a ganhar muita importância na educação, sendo vistos como um novo modelo de ensino aprendizagem, que procura tirar máxima vantagem de processos colaborativos intrínsecos aos próprios blogues, através de comentários e links.
Com esta nova ferramenta estamos a caminhar na direcção da chamada sociedade de informação e do conhecimento apoiada sobretudo na abordagem construtivista, aluno como produtor e construtor do seu próprio conhecimento e fazendo-o de forma aberta, dinâmica, hipertextual, interactiva, … Portanto, o blogue deve ser capaz de promover intencionalidade por parte do aluno e promover também aprendizagem espontânea.
Quanto à avaliação que utiliza o blogue, Oliveira considerou que deve existir: adequação da proposta aos conteúdos, adequação ao tipo de conduta e à habilidade que estamos a avaliar, adequação ao processo de aprendizagem do aluno, … Referiu ainda que o aluno deve ser sempre que necessário convidado pelo professor a reformular as mensagens quando estas se apresentarem de forma incompreensível.
Oliveira abordou ainda um outro conceito, diários dialogados implementados na Web e refere algumas vantagens no processo ensino aprendizagem deste novo conceito: alunos desenvolvem pensamento crítico e criatividade, promove a autoria e co-autoria, incentiva a escrita colaborativa, desenvolve a habilidade de pesquisa, professores interagem directamente com os alunos, etc. Esta última vantagem de grande importância porque como defende Vigotsky, a chave para aprendizagem está na interacção professor aluno.
“Educação a distância não é um fast-food em que o aluno se serve de algo pronto.”
(Moran, 1999)
Os primeiros conceitos de educação a distância, também conhecida por ensino a distância, não caracterizavam correctamente o conceito. Os educadores utilizavam métodos, não os tradicionais, de presença física oferecidos por instituições.
Nunes (1997) apresenta uma definição para EaD. Baseado nas definições de Keegan aponta 5 elementos:
Nunes afirma “EaD pode fornecer todas as oportunidades educacionais que são necessárias para qualquer pessoa, em qualquer lugar, em qualquer tempo.”
Segundo Moore e Kearsley (1996), a definição mais citada de educação a distância é a criada por Desmond Keegan em 1980 que, baseando-se na definição do próprio Moore de 1972, afirma: “O ensino a distância é o tipo de método de instrução em que as práticas docentes acontecem à parte das discentes, de tal maneira que a comunicação entre professor e aluno se possa realizar mediante textos impressos, por meios electrónicos, mecânicos ou por outras técnicas.”
Com o desenvolvimento da Tecnologia Informática, Johnston (1997) acrescenta que o “local” de estudo poderá ser “real” ou “virtual” e define educação à distância como o “juntar de professores, alunos, informação, recursos e sistemas de apoio à aprendizagem num local (real ou virtual) para além dos limites da instituição mãe”.
A evolução da Educação a Distância mencionada por Moore e Kearsley (1996), identifica a existência de 3 gerações:
| Geração | Início | Características |
| 1ª. | Até 1970 | Estudo por correspondência, no qual o principal meio de comunicação eram materiais impressos, geralmente um guia de estudo, com tarefas ou outros exercícios enviados pelo correio. |
| 2ª. | 1970 | Surgem as primeiras Universidades Abertas, com design e implementação sistematizadas de cursos a distância, utilizando, além do material impresso, transmissões por televisão aberta, rádio e cassetes de áudio e vídeo, com interacção por telefone, satélite e TV por cabo. |
| 3ª. | 1990 | Esta geração é baseada em redes de conferência por computador e estações de trabalho multimedia. |
Segundo Porter (1997), a tendência, salvo a criação de algum obstáculo, é que a Internet transforme o mundo numa aldeia global, onde todos poderão partilhar informação com todos.
Comecemos por uma das mais recentes ferramentas utilizadas nas escolas – Weblog, ou simplesmente Blog. Como queiram!
O que é um Weblog?
É uma página na Web que é, ou deveria ser, periodicamente actualizada pelo (s) seu (s) construtor (es) – “adiministrador (es)”.
Os blogs têm sido de grande utilidade no ensino. Cada vez mais, os professores utilizam esta ferramenta, ou como “recurso pedagógico” ou como “estratégia pedagógica”. Como referiu Mª João Gomes no VII Simpósio Internacional de Informática Educativa (2005:312):
Embora a distinção entre os blogs enquanto “recurso pedagógico” e os blogs enquanto “estratégia pedagógica” nem sempre seja clara e, frequentemente, seja de natureza algo arbitrária, vamos adoptá-la para efeitos de sistematização da nossa exposição. Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:
Enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de:
O que é um portefólio?
Na área da Educação tem-se utilizado o portefólio na aprendizagem dos alunos. Um portefólio é uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por um aluno ao longo de um dado período de tempo, e que procura evidenciar as diversas componentes do seu percurso escolar. Propõe diversas oportunidades para os alunos mostrarem as suas reais capacidades e tem por base a responsabilização dos alunos pelo seu próprio trabalho e a sua crescente autonomia.
Então comungando estas duas últimas “ferramentas” (Weblog e Portefólio) poderemos obter o chamado portefólio digital.
Uma das utilizações mais frequentes dos blogs no domínio educativo, particularmente ao nível do ensino superior é a sua exploração como forma de construção de um portfólio digital.(Gomes, 2005:313)
Um portefólio digital apresenta inúmeras vantagens sobre o portefólio impresso ao qual podemos referir-nos como “portefólio offline” (vi isto escrito em algum sítio), entre as quais:
Este é o meu Portfolio Digital.
Desenvolvido no âmbito da unidade curricular Seminário em Educação a Distância, Mestrado em Educação – Especialidade em Tecnologia Educativa, leccionada pela Professora Doutora Maria João Gomes.
Ao longo destas semanas espero conseguir construir um portfolio digital interessante para qualquer leitor.